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PolíticaAliados do governo perguntam: “Onde estava José Guimarães antes da votação?”

Aliados do governo perguntam: “Onde estava José Guimarães antes da votação?”

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Em 14 de abril, José Guimarães (PT-CE) tomou posse em uma cerimônia no Palácio do Planalto como o novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), órgão responsável pela articulação política do Executivo. Quando assinou o termo para assumir o cargo, ao lado da firma do presidente Lula, o deputado federal, que até então desempenhava a função de líder do governo na Câmara, já sabia que, dali a quinze dias, estavam marcadas a sabatina de Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça do Senado e sua votação definitiva no plenário da Casa.

O que ele talvez não soubesse é que, àquela altura, já estava em curso uma pesada atuação de bastidores do líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), em conjunto com o próprio presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para assegurar a rejeição à indicação do chefe da Advocacia-Geral da União para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). 

Pudera: Guimarães chegou ao cargo ministerial com aval do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Cumpria, até assumir a SRI, seu quinto mandato como deputado federal, elegendo-se para o posto ininterruptamente desde 2006. Mas chegou ao Planalto em um momento em que a pauta única do Senado era a análise da escolha de Messias, sem o tempo necessário para acumular qualquer experiência na interlocução com a outra Casa do Congresso.

O resultado, escancarado aos olhos da República, foi a primeira rejeição de um indicado ao Supremo desde 1894. A base governista só conseguiu amealhar 34 votos para o advogado-geral, sete a menos do que o mínimo para aprová-lo.

Menos de duas horas depois da votação, Guimarães estava ao lado de Messias em uma entrevista a dezenas de jornalistas, com ares de improviso, para dar alguma explicação sobre a “derrota política gravíssima” sofrida pelo governo Lula, nas palavras do ex-ministro José Dirceu. “O presidente Lula encaminhou o melhor nome, na nossa opinião”, afirmou o chefe da SRI, exaltando a “conduta ilibada” e o “preparo intelectual” do advogado-geral.

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Em paralelo à declaração, uma parlamentar aliada de Lula questionava: “Onde estava Guimarães antes da votação?”, apontando, sob condição de anonimato, que não o vira em momento algum durante aquela quarta-feira.

Clamando por serenidade no Planalto, o novo ministro disse aos jornalistas: “Cabe ao Senado explicar as razões da rejeição.” Ele mesmo, quando teve a oportunidade, não o fez.

Fonte: veja.abril.com.br

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