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O diagnóstico do psicólogo de Maradona em julgamento sobre a morte do argentino

Diego Maradona era bipolar e tinha transtorno de personalidade narcisista, afirmou seu psicólogo durante o julgamento sobre a morte do ícone do futebol argentino.

“Há um quadro clínico aqui: dependência química, transtorno bipolar e transtorno de personalidade. São três condições crônicas, que acompanham o réu por toda a vida”, disse o psicólogo Carlos Diaz no julgamento da equipe médica de Maradona, acusada de negligência nos seus últimos dias de vida, em 2020, aos 60 anos.

A ex-mulher de Maradona, Verónica Ojeda, também deu duras declarações durante o julgamento. Em prantos, ela chamou os médicos de “assassinos”.

Suas falas foram em especial para três profissionais da equipe: o neurocirurgião Leopoldo Luque, a psiquiatra Agustina Cosachov e o psicólogo Carlos Díaz, quem hoje chamou Maradona de “bipolar”.

Verónica também afirmou que Matías Morla, agente do craque, “era quem dirigia esses capangas”. “Mataram o pai do meu filho”, disse.

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O segundo julgamento sobre a morte do craque Maradona começou em 14 de abril, terça-feira. A equipe médica do jogador, composta por sete pessoas, está sendo acusada de homicídio.

Além do neurocirurgião, da psiquiatra e do psicólogo, os médicos Nanyc Forlini, Pedro Di Spanga, Mariano Perroni e o enfermeiro Ricardo Almirón também estão sendo acusados. Segundo a agência Reuters, uma outra enfermeira será julgada em separado, sem data definida.

A acusação completa é de homicídio culposo com dolo, que acontece quando o autor age mesmo sabendo que suas ações podem vir a causar danos.

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O primeiro julgamento sobre a morte do craque aconteceu em março de 2025, e foi anulado por conta de um episódio envolvendo a juíza Julieta Makintach. Julieta havia sido entrevistada nos corredores do tribunal de Buenos Aires e em seu gabinete para o documentário “Justiça Divina”, o que viola as regras éticas.

Maradona morreu em 25 de novembro de 2020, aos 60 anos, vítima de um ataque cardíaco. O atleta recebia cuidados em casa — responsabilidade da equipe médica acusada — durante esse período em Buenos Aires.

Os réus podem cumprir penas de prisão de 8 a 25 anos, caso sejam condenados.

(Com AFP)

Fonte: veja.abril.com.br

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