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Gastronomiao vinho mais raro do Brasil foi feito uma única vez em...

o vinho mais raro do Brasil foi feito uma única vez em SC

Icewine, vinho de difícil fabricação, foi feito uma única vez em Santa CatarinaIcewine, vinho de difícil fabricação, foi feito uma única vez em Santa CatarinaFoto: Reprodução/ND Mais

Pouca gente sabe, mas Santa Catarina está em um seleto grupo de produtores de “icewine”, um tipo de vinho que só é produzido sob temperaturas negativas que congelem as uvas ainda no pé.

Tradicionalmente associado a países de inverno rigoroso, como Alemanha, Áustria e Canadá, a proeza foi realizada pela Vinícola Pericó em solo brasileiro, localizada em São Joaquim, na Serra catarinense.

O vinho é tão difícil de ser produzido que a vinícola fabricou apenas um lote, em 2009, quando São Joaquim registrou temperaturas de até -7,5°C. O lote foi parar até na Itália e se tornou uma raridade no mercado nacional.

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Como foi a produção do icewine em Santa Catarina?

Entre os dias 4 e 12 de junho de 2009, os trabalhadores da Vinícola Pericó colheram as uvas antes do nascer do sol, para garantir que elas permanecessem congeladas.

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    Uvas foram colhidas congeladas entre os dias 4 e 12 de junho de 2009 - Divulgação/ND Mais

    Uvas foram colhidas congeladas entre os dias 4 e 12 de junho de 2009 – Divulgação/ND Mais

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    Temperatura chegou a -7,5 °C na Vinícola Pericó, em São Joaquim - Divulgação/ND Mais

    Temperatura chegou a -7,5 °C na Vinícola Pericó, em São Joaquim – Divulgação/ND Mais

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    Vinícola Pericó, em São Joaquim, foi a única a conseguir produzir o vinho no Brasil - Divulgação/ND Mais

    Vinícola Pericó, em São Joaquim, foi a única a conseguir produzir o vinho no Brasil – Divulgação/ND Mais

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    Vinícola Pericó, em São Joaquim - Divulgação/ND Mais

    Vinícola Pericó, em São Joaquim – Divulgação/ND Mais

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    Icewine é feito com as uvas congeladas ainda no pé - Divulgação/ND Mais

    Icewine é feito com as uvas congeladas ainda no pé – Divulgação/ND Mais

Diferente dos vinhos tradicionais, nesse processo as uvas são prensadas ainda congeladas, separando o gelo do mosto. O resultado é um líquido extremamente concentrado, rico em açúcares e acidez.

Produzir um vinho de gelo é um desafio até mesmo em países frios. Se a temperatura não cai o suficiente, as uvas apodrecem. Se o frio é extremo demais, elas congelam completamente e não liberam suco.

Por isso, a produção mundial é restrita a poucas regiões e altamente controlada. No Canadá, por exemplo, há regulamentações rigorosas para garantir a autenticidade do produto.

No caso da Serra Catarinense, a experiência dependeu de uma combinação rara de fatores climáticos que não se repetiu desde então.

Icewine da Vinícola Pericó, hoje quase impossível de ser encontradoIcewine da Vinícola Pericó, hoje quase impossível de ser encontradoFoto: Divulgação/ND Mais

Enquanto a maior parte dos icewines utiliza uvas brancas, a Pericó optou pela Cabernet Sauvignon, uma variedade tinta de maturação tardia. A escolha foi estratégica, já que essa uva conseguiu resistir mais tempo no vinhedo até a chegada do frio intenso.

A produção foi extremamente limitada. Cada planta rendeu menos de 600 gramas de uva, cerca de metade do volume de vinhos premium convencionais. Esse controle rigoroso ajudou a garantir a concentração e a qualidade do produto final.

O vinho foi lançado em uma data simbólica: 10 de outubro de 2010, às 10h10min10s, batizado de “Pericó Icewine”. Em uma degustação realizada na Universidade de Turim, na Itália, o vinho recebeu 90 pontos, uma pontuação considerada elevada no universo da enologia.

Prêmios conquistados pelo icewine catarinense

  • Grande Ouro – 9° Concurso Nacional de Vinhos Finos e Destilados C.M. Bruxelas Edição Brasil 2012;
  • Prata no Concurso Internacional de Vinos y Espirituosos (CINVE), Miami 2011- U.S.A. – Safra 2009;
  • Gran Medalha de Ouro no 8º Concurso Nacional de Vinhos Finos e Destilados do Brasil C.M. Bruxelas – Ed. Brasil 2011 – Safra 2009;
  • Vinho Fortificado de 2010 pelo Guia Vinhos do Brasil da revista Gula – Safra 2009.

Com produção única e limitada, o vinho rapidamente se esgotou e hoje não está mais disponível para compra. No mercado internacional, rótulos semelhantes podem ultrapassar R$ 800 por garrafa.

Para quem não teve o privilégio de provar uma taça do vinho mais raro do Brasil, a Vinícola Pericó preparou uma descrição de seu sabor único:

“Cor rosa granada com reflexos castanhos. Apresenta um aroma intenso e muito complexo com forte presença de frutas como uva passa, figo seco, tâmaras secas, ameixa seca e um discreto aroma de goiaba. Apresenta também aroma floral lembrando à rosas. Em boca o ataque inicial é doce, mas em virtude da ótima acidez o vinho é equilibrado, extremamente persistente e denso, no retro olfato destacam-se as frutas secas que se percebem no aroma, lembra marmelada bem cozida. Percebe-se nitidamente aromas de especiarias como a baunilha e o chocolate”, descreve a vinícola.

Fonte: ndmais.com.br

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