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Receitas criadas pela mãe ajudaram a construir o império da Pamplona em Rio do Sul

Receitas criadas pela mãe ajudaram a construir o império da Pamplona em SCFoto: Divulgação/Pamplona/ND MaisReceitas criadas pela mãe ajudaram a construir o império da Pamplona em SCFoto: Divulgação/Pamplona/ND Mais

As receitas simples, preparadas de forma artesanal dentro de um pequeno açougue familiar, ajudaram a dar origem a gigante da carne suína de Santa Catarina.

Setenta e sete anos depois, a essência criada pela fundadora dona Ana ainda faz parte da história e da identidade da Pamplona Alimentos, em Rio do Sul, no Alto Vale.

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    Pamplona Alimentos, em Rio do Sul, às margens da BR-470 - Pamplona Alimentos/ND Mais

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Receitas criadas pela mãe ajudaram a construir o império da Pamplona em Rio do Sul

A lembrança é da atual diretora-presidente, Irani Pamplona Peters, de 72 anos, que cresceu acompanhando o trabalho da mãe nos bastidores do negócio que, décadas depois, se transformaria em um império bilionário.

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“Ela tinha as receitas para fazer linguiça, morcilha e outros produtos. Era muito caprichosa e fazia testes até chegar no ponto certo”, contou Irani.

Segundo Irani, os temperos eram simples e caseiros, mas o cuidado no preparo fazia a diferença.

“A gente tem saudade até hoje da linguiça que ela fazia. Era tudo muito bem temperado, com salsinha, cebolinha, alho… ela era top”, relembra a empresária.

Receitas criadas do zero

Diferente do que muitos imaginam, as fórmulas não vieram de gerações anteriores. Foram desenvolvidas pela própria dona Ana, a partir da experiência prática na rotina do interior.

“Ela mesma criou as receitas. Os colonos costumavam fazer os produtos em casa, e ela foi testando, aprimorando, até chegar ao padrão que queria”, explicou a presidente.

A influência permanece até hoje. De tempos em tempos, a empresa revisita esses sabores.

“Às vezes a gente diz: vamos lançar um produto com a receita da dona Ana. Ainda usamos algumas coisas dela”, afirmou.

Da cozinha ao crescimento

A história da empresa começou em 1948, em uma estrutura simples, sem energia elétrica e com água buscada em fontes naturais. O trabalho era familiar, com todos os filhos ajudando desde cedo.

A fundadora dividia o tempo entre a produção e os cuidados com a casa. “Ela dormia pouco, trabalhava muito, mas sempre foi uma mãe muito presente, muito carinhosa. Era uma grande cozinheira e uma mulher muito forte”, relembrou Irani.

Após a morte do fundador, em 1991, dona Ana assumiu a presidência da empresa e permaneceu no comando até 2009, quando a gestão foi transferida para a filha.

“Ela sabia fazer para poder mandar e cobrar. Foi muito firme nas decisões. Os exemplos dela e do meu pai servem até hoje”, disse.

Empresa familiar e profissionalizada

Todos os cinco irmãos trabalharam na empresa em algum momento. Hoje, parte da família atua no conselho ou em áreas específicas, enquanto a gestão é majoritariamente profissionalizada.

“É uma empresa familiar, mas não é cabide político. Se a pessoa tem competência, ela fica. Metade dos cargos é ocupada por mulheres, metade por homens”, destacou a presidente.

Atualmente, a Pamplona Alimentos conta com cerca de 3,6 mil colaboradores, além de aproximadamente 300 famílias integradas na produção de suínos.

A empresa atua em praticamente todo o mercado nacional, exporta para diversos países e registrou receita de cerca de R$ 2,4 bilhões em 2024, reforçando sua posição entre as principais indústrias do setor no país.

Tradição como base do futuro

Para Irani, o crescimento da empresa está diretamente ligado aos valores aprendidos dentro de casa.

“Tudo começou com Deus, família, trabalho e honestidade. Esse é o nosso DNA”, afirmou.

Mesmo com a expansão e a modernização ao longo das décadas, a dirigente acredita que a força da marca continua ligada à origem.

“Tudo aqui é feito a muitas mãos. Mas a base veio lá de trás, da simplicidade e do capricho da minha mãe”, destaca Irani.

E é justamente essa combinação entre tradição e evolução que mantém viva a história iniciada na cozinha de uma família do interior e que hoje sustenta um dos maiores nomes da proteína suína em Santa Catarina.

Fonte: ndmais.com.br

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